Dúvidas Frequentes

Dúvidas frequentes O que é obesidade?

A obesidade é uma epidemia mundial, com significativo impacto psicossocial, na saúde e na economia . De acordo com a mais recente publicação da Rede Interagencial de Informações para a Saúde, no Brasil, 34% da população adulta esta com sobrepeso e 14,5% com obesidade. Resultante do balanço energético persistentemente positivo, oriundo da complexa associação de fatores genéticos e socioculturais, que incluem atividade física, a obesidade esta associada a uma série de complicações, são elas:

  • Diabetes do tipo 2: Pessoas obesas têm três vezes mais chances de desenvolver este tipo de diabetes do que alguém com peso normal.
  • Hipertensão arterial: A combinação do sedentarismo com o consumo de alimentos industrializados ricos em sal aumentam demasiadamente os níveis de pressão arterial. Já foi demonstrado por muitos estudos que a cirurgia bariátrica reduz significativamente a pressão arterial.
  • Problemas articulares: A coluna vertebral é muito afetada na pessoa obesa, devido ao peso do corpo que pressiona as vértebras e desgasta as articulações, podendo causar hérnia de disco. Além da coluna, as articulações dos joelhos e tornozelos também sofrem desgaste e dores. A redução de peso minimiza ou até cura totalmente esses problemas articulares.
  • Apneia obstrutiva do sono (AOS): é um distúrbio respiratório do sono e é caracterizada por episódios repetidos de oclusão da via aérea superior que resultam em breves períodos de cessação de respiração (apnéia) ou uma redução marcada no fluxo (hipopnéia) durante o sono. Este padrão é acompanhado por dessaturação da oxihemoglobina, persistentes esforços inspiratórios contra a via aérea ocluída e despertar do sono. A AOS gera grande impacto na qualidade de vida, por estar associada à sonolência  excessiva, acidentes, morbidade cardiovascular, comprometimento cognitivo, ansiedade, depressão e disfunção metabólica. A obesidade é um de seus principais fatores de risco.

Como prevenir a obesidade?

Ainda que existam fatores genéticos, a prevenção deve começar dentro de casa e na escola durante a infância, com educação alimentar. É possível evitar a obesidade optando-se por refeições e lanches saudáveis e, de preferência, não industrializados. Observar o nível de gordura dos alimentos, que devem ser sempre baixo e, no caso de doces, refrigerantes, frituras e bebidas alcóolicas,  consumir apenas em ocasiões específicas e com moderação. Além da alimentação saudável, a base de frutas, carne magra, vegetais e massas integrais, é muito importante manter uma regularidade na prática de atividades físicas, como esportes, corrida, caminhada, dança, ciclismo, que aceleram o metabolismo e ainda são fontes de prazer e bem estar.

Como se livrar da obesidade?

Existem duas formas de acabar com a obesidade, a primeira opção é sempre o tratamento clínico, que inclui dieta e exercícios físicos. O uso de medicação pode ser necessário. Esta medida pode receber acompanhamento de nutricionista, endocrinologista, e, às vezes, fisioterapeuta e psicólogo. O foco do trabalho é conscientizar a pessoa sobre a necessidade de trocar o sedentarismo e a má alimentação.

A segunda opção é a intervenção cirúrgica, indicada nos casos em que a obesidade traz prejuízos à saúde e o tratamento clínico seja ineficaz. Popularmente chamado de “redução de estomago”, dentro deste processo, existem várias tipos de cirurgia. O médico é responsável por apresentar as opções cirúrgicas quando for necessário e recomendar o método mais apropriado e seguro para cada pessoa.

Porque fazer a cirurgia bariátrica?

Os benefício da cirurgia bariátrica e metabólica são, além da perda de peso, a diminuição das doenças associadas à obesidade (como diabetes e hipertensão), menor risco de mortalidade, aumento da longevidade e melhoria na qualidade de vida. Como toda cirurgia, há riscos, por isso deve ser realizada em hospital com estrutura adequada e por médicos associados à SBCBM que pratiquem os procedimentos regulamentados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Quando fazer a cirurgia bariátrica?

A principio, é recomendado para o tratamento da obesidade a adoção de hábitos saudáveis, como dieta balanceada e atividades físicas. Diante disto, avalia-se a necessidade do uso de medicação e, caso ambos, médico e paciente, concluam que esses métodos são surtem efeitos, então parte-se para a alternativa mais eficaz, que é a cirurgia bariátrica e metabólica.

Quem pode fazer a cirurgia bariátrica?

Conforme os preceitos médicos, a indicação cirúrgica deve ser decidida sob a análise de três critérios: IMC, idade e tempo da doença.

Indicação de cirurgia em relação ao índice de massa corpórea (IMC)

IMC acima de 40 kg/m², Obesidade III independentemente da presença de comorbidades.

IMC entre 35 e 40 kg/m² na presença de comorbidades.

IMC entre 30 e 35 kg/m² na presença de comorbidades que tenham obrigatoriamente a classificação “grave” por um médico especialista na respectiva área da doença. É também obrigatória a constatação de “intratabilidade clínica da obesidade” por um endocrinologista.

Calcule seu IMC 

Em relação à idade

Abaixo de 16 anos: exceto em caso de síndrome genética, quando a indicação é unânime, o Consenso Bariátrico recomenda que, nessa faixa etária, os riscos sejam avaliados por cirurgião e equipe multidisciplinar.  A operação deve ser consentida pela família ou responsável legal e estes devem acompanhar o paciente no período de recuperação.

Entre 16 e 18 anos: sempre que houver indicação e consenso entre a família ou o responsável pelo paciente e a equipe multidisciplinar.

Entre 18 e 65 anos: sem restrições quanto à idade.

Acima de 65 anos: avaliação individual pela equipe multidisciplinar, considerando risco cirúrgico, presença de comorbidades, expectativa de vida e benefícios do emagrecimento.

Em relação ao tempo da doença

Apresentar IMC e comorbidades em faixa de risco há pelo menos dois anos e ter realizado tratamentos convencionais prévios. Além disso, ter tido insucesso ou recidiva do peso, verificados por meio de dados colhidos do histórico clínico do paciente.

Contra indicações

As situações abaixo configuram condições adversas à realização de procedimentos cirúrgicos para o controle da obesidade:

  • limitação intelectual significativa em pacientes sem suporte familiar adequado;
  • quadro de transtorno psiquiátrico não controlado, incluindo uso de álcool ou drogas ilícitas; no entanto, quadros psiquiátricos graves sob controle não são contraindicativos à cirurgia;
  • doenças genéticas.

Cuidados recomendados

Acompanhamento nutricional

O nutricionista tem papel fundamental no acompanhamento do paciente rumo à cura da obesidade. Esse profissional deverá prestar toda a orientação necessária para a dieta líquida pós-operatória, sua evolução para a pastosa e, finalmente, sua transição definitiva para a alimentação normal. O paciente deverá aprender a comer pouco e bem, várias vezes ao dia, e optar por alimentos pouco calóricos e com alto teor vitamínico, abandonando hábitos nocivos.

A reeducação alimentar ajudará não só a perder peso, mas também a mantê-lo em patamares adequados por toda a vida. O paciente deve evitar consumir gordura, fritura, doces, e bebidas com gás como refrigerantes e cervejas.

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